Meus queridos alunos estava hoje de manhã cuidando de minha bebezinha (que é muito linda por sinal) e vi passar no programa Globo Universidade uma reporagem sobre dança de rua então fui no site da globo e ahcei uns artigos sobre cultura e dança de rua que,apesar, de serem para nivel superior vai ajudar vocês na feira de ciências. Então mãos a obra leiam os artigos e vamos correr atrás do melhor trabalho possivel!
Dança de rua
A professora Karenine de Oliveira Porpino, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) desenvolve trabalhos de pesquisa sobre os movimentos estéticos de dança nas periferias urbanas. Segundo a professora, eles se tornaram um fenômeno significativo de agregação social e confirmam a dança como espaço de subjetivação e educação, com base em uma experiência estética coletiva.
Programa Salto para o Futuro sobre Cultura urbana e educação
A cultura hip hop é formada pelos seguintes elementos: O rap, o graffiti e o break.
Rap - rhythm and poetry, ou seja, ritmo e poesia, que é a expressão musical-verbal da cultura;
Graffiti – que já foi falado em um posta anterior
Break dance - que também foi trabalhado.
Os três elementos juntos compõe a cultura hip hop.
Que muitos dizem que é a "CNN da periferia", ou seja, que o hip hop seria a única forma da periferia, dos guetos expressarem suas dificuldades, suas necessidades de todas classes excluídas...
Alguns dizem que o termo hip hop foi criado em meados de 1968 por Afrika Bambaataa. Ele teria se inspirado em dois movimentos cíclicos, ou seja, um deles estava na forma pela qual se transmitia a cultura dos guetos americanos, a outra estava justamente na forma de dançar popular na época, que era saltar (hop) movimentando os quadris (hip)...
Em meados dos anos 70 no Bronx, cidade de Nova Iorque, só existiam dois bons deejays conhecidos que eram Kool D.J. Herc e Kool Dee.
Kool D.J. Herc foi o maior e mais seguido de todos os D.Js. do Bronx.
De qualquer modo em meado dos anos 70 outro jovem D.J. que foi inspirado por kool D.J. Herc, Kool D.J. Dee, Disco King Mario, começou aparecer e crescer no cenário da música B.Beat chamado Afrika Bambaataa.
Ele tinha algo de grandioso da música B.Beat de Kool Herc, ele começou a trazer novos discos e fazia as pessoas dançarem como um trovão, e decidiu de chamá-los de ZULU NATION. Nos próximos anos Bambaataa seria o responsável por várias gírias no movimento. Nesta mesma época apareceu outro D.J. com o nome de Grand Máster Flash, que ajudou a reformular o jeito de rimar em cima dos Break Beats. Não foram Sugarhill Gang, D.J. Hollywood ou Eddie Chebba e Kurts Blow que começaram a rimar em cima dessas batidas, foram realmente Grand Máster Flash, Mele mel, Kid Creole e Keith Cowbow que começaram o fenômeno das rimas.
Se existe alguém responsável pela criação da música Break Beat, foram Kool D.J. Herc, Afrika Bambaataa e Grand Master Flash, os que vieram depois só ajudaram a construir o que chamamos de HIP-HOP.
Meus queridos alunos do 8º ano aqui vai a segunda parte do tema de vocês da feira de ciências: a dança de rua! As primeiras manifestações surgiram na época da grande crise econômica dos EUA, em 1929, quando os músicos e dançarinos que trabalhavam nos cabarés ficaram desempregados e foram para as ruas fazer seus shows. Em 1967, o cantor James Brown lançou essa dança através do Funk. O Break, uma das vertentes do Street Dance, explodiu nos EUA em 1981 e se expandiu mundialmente, sendo que, no Brasil, devido à sua cultura, os dançarinos incorporaram novos elementos de dança como os saltos e movimentos acrobaticos da capoeira. Em janeiro de 1991, foi criado na cidade de Santos, o primeiro curso de “Dança de Rua” no Brasil, idealizado e introduzido pelo coreógrafo e bailarino Marcelo Cirino, baseado em trabalho prático e de pesquisa, desde 1982. Contudo a cultura do Hip Hop, por muito tempo, foi marginalizada e tratada como contravenção (ou pratica de contraventores), mas aos poucos vão surgindo novos projetos sociais que mudam essa imagem de “ligada a criminosos”.Hoje a repercussão mundial da dança de rua, retrata o reconhecimento do trabalho e sua afirmação cultural de movimento transformador da sociedade.
Grafite ou grafito (do italiano graffiti, plural de graffito) é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade, porém com autorização do proprietário.Por muito tempo visto como um assunto irrelevante ou mera contravenção, atualmente o grafite já é considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, mais especificamente, da street art ou arte urbana - em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade. Porém existe ainda quem não concorde e o equipare a mera pichação.Normalmente distingue-se o grafite, de elaboração mais complexa, da simples pichação, quase sempre considerada como contravenção. No entanto, muitos grafiteiros respeitáveis autores de importantes trabalhos em várias paredes do mundo admitem ter um passado de pichadores.
Pixação é o ato de escrever ou rabiscar sobre muros, fachadas de edificações, asfalto de ruas ou monumentos, usando tinta em spray aerosol, dificilmente removível, estêncil ou mesmo rolo de tinta.No geral, são escritas frases de protesto ou insulto, assinaturas pessoais ou mesmo declarações de amor, embora a pichação seja também utilizada como forma de demarcação de territórios entre grupos - às vezes gangues rivais.
História do grafite e da pichação
Podemos dizer que o grafite e a pichação existem na humanidade desde tempos muito antigos, os homens pintavam as paredes das cavernas para representar sua vida e seu cotidiano. Com o passar do tempo o homem passou a utilizar destas “pinturas” para defender suas idéias fazer propaganda e até mesmo ofender seus inimigos um grande exemplo de cidade da antiguidade em que podemos observar esses precursores do grafite é Pompéia que foi outrora uma antiga cidade do Império Romano situada a 22 quilômetros da moderna Nápoles, na Itália, no território do atual município de Pompéia. A antiga cidade foi destruída durante uma grande erupção do vulcão Vesúvio em 24 de Agosto do ano 79 d.C.
A erupção do vulcão provocou uma intensa chuva de cinzas que sepultou completamente a cidade, que se manteve oculta por 1600 anos antes de ser reencontrada por acaso. Cinzas e lama moldaram os corpos das vítimas, permitindo que fossem encontradas do modo exato em que foram atingidas pela erupção do Vesúvio. Desde então, as escavações proporcionaram um sítio arqueológico extraordinário, que possibilita uma visão detalhada na vida de uma cidade dos tempos da Roma Antiga vale salientar que é possível observar até mesmo pichações feitas nas paredes das casas. Nesses muros estão referidos imensos ofícios e associações profissionais: alfaiates, professores, vendedores de roupas, jóias, frutas, taberneiros, cocheiros, pequenos proprietários de padarias e tabernas.
Partilhavam os momentos de lazer e os casais interagiam e o masculino, longe da autoridade e poder, construía-se em conformidade com o feminino.
Pompéia é hoje um museu a céu aberto e guarda imensas evidências materiais da participação feminina na dinâmica social e económica da cidade que vivia, não esqueçamos, sob o jugo do Império Romano sendo que, os historiadores concordam que à data se estava a assistir a um período de emancipação social e sexual das mulheres romanas, principalmente das aristocráticas.
E é neste universo de igualdade que os populares usavam os muros e as paredes para registarem fatos do seu quotidiano como anúncios, recados, insultos, sátiras a políticos e declarações amorosas do gênero:
-“Marcos ama Espedusa;”
-“Marcelo ama Pernestina e não é correspondido;”
Ou então:
-“Viva quem ama, morra quem não sabe amar! Duas vezes morra quem proíba o amor!”
- “Qualquer um que ama não deve se banhar em fontes quentes, pois ninguém que esteja escaldado pode amar as chamas”
Mas as paredes registavam também que as mulheres tomavam a iniciativa no campo amoroso:
- “Rogo-te. Desejo teu doce vinho e desejo muito. Colpurnia te diz Saudações”
- “Não vendo meu homem por preço algum”
Havia relações sólidas e duradouras como se percebe por estes escritos:
-“Segundo como Primigénia, de comum acordo”
- “Balbo e Fortunata os dois em comum”
Vénus, a deusa do amor, foi nomeada a protectora da cidade quando da sua anexação ao Império Romano e por isso ela está presente em muitos escritos:
- “Se tem alguém que não viu a Vénus que pintou Apeles, que olhe a minha garota: é tão bonita quanto ela”
Foram catalogadas até agora quase 15.000 grafites (de “graphium”, o instrumento utilizado para escrever, feitos de metal com uma ponta dura capaz de marcar a parede fazendo sulcos) mas o seu número é muito maior e estavam espalhados por todo o lado, nas paredes das casas, edifícios públicos, tabernas, locais de trabalho, etc. Os grafites eram tantos que a cidade tinha que passar por “limpezas” periodicamente para apagá-las.
Pessoal isso é uma amostra do que virá na feira de ciências do CNSP e se preparem que em breve postarei algo sobre a dança de rua!
Meus caros alunos, postarei agora um breve comentário sobre o tema da feira de ciências deste ano da nossa querida escola!
Bom depois de muitas discussões sobre qual matéria seria tema da feira deste ano, foi escolhida artes, já que, era a última matéria que faltava no rodízio de disciplinas que vinha sendo feito. portanto em reunião foi decidido que o tema da nossa feira seria: "Artes, uma maneira de transformar o mundo", mas porque esta frase? esse post foi feito justamente para explicá-la. Caros alunos nós vivemos em uma sociedade que nos deixa em um estado de medo e tristeza; sempre falamos que a situação está cada vez pior, o crime aumenta, as guerras estouram, os preconceitos se revelam, ou seja, vivemos em um perpetuo estado de pessimismo sempre pensando que tudo vai dar errado, pensando nisso escolhemos a nossa temática. Sabemos que existem várias maneiras de melhorar o mundo: o esporte, a educação e as artes e é nesse sentido que escolhemos a frase tema, pois as artes são uma maneira de transformarmos esse mundo pessimista em algo melhor em um local que possamos viver e ter alguma esperança de vida, afinal as artes embelezam a nossa vida!
Arte marcial é algum tipo de arte? Ou apenas um esporte? Essas perguntas surgiram recentemente no âmbito da escola devido às discussões geradas para os temas da nossa feira de ciências (da qual eu falarei depois), para responder estas questões começarei explicando o que são, realmente, as artes marciais.
As artes marciais são sistemas de práticas para treinamento de combate, geralmente, sem o uso de armas de fogo ou outros dispositivos modernos, contudo a principal característica de uma arte marcial é que ela visa incorporar em seu praticante algum tipo de filosofia de vida, ou seja, as artes marciais – além de lutar – ensinam algo ao seu praticante. Isso nos remete a defesa pessoal, que teria basicamente a mesma definição das artes marciais tendo de diferente, apenas, o seguinte: a defesa pessoal não visa ensinar nenhum tipo de filosofia ao praticante, mas torná-lo um bom combatente. Portanto podemos concluir que as artes marciais não possuem nenhuma ligação com violência – na verdade exatamente o contrário disso – sendo essa visão baseada em preconceitos, devido um ou mais indivíduos que praticam algum tipo de defesa pessoal e se dizem artistas marciais.
Contudo as artes marciais podem ser consideradas um tipo de arte (e pelo que vejo incompreendida), pois existem várias competições que utilizam de beleza e sincronia de movimentos (muitas vezes utilizando de música) para decidir o vencedor, isso não seria um tipo de arte? Mas como um grande exemplo podemos citar, um caso nosso, a origem da dança frevo.
O Frevo é um ritmo pernambucano derivado da marcha, do maxixe e da capoeira. Surgido no Recife no final do Século XIX, o frevo se caracteriza pelo ritmo extremamente acelerado. Muito executado durante o carnaval, eram comuns conflitos entre blocos de frevos, em que capoeiristas saíam à frente dos seus blocos para intimidar blocos rivais e proteger seu estandarte. Da junção da capoeira com o ritmo do frevo nasceu o passo, a dança do frevo. Até as sombrinhas coloridas seriam uma estilização das utilizadas inicialmente como armas de defesa dos passistas. A dança do frevo pode ser de duas formas, quando a multidão dança, ou quando passistas realizam os passos mais difíceis, de forma acrobática. O frevo possui mais de 120 passos catalogados. Pode-se afirmar que o frevo é uma criação de compositores de música ligeira, feita para o carnaval. Os músicos pensavam em dar ao povo mais animação nos folguedos. No decorrer do tempo, a música ganha características próprias acompanhadas por um bailado inconfundível de passos soltos e acrobáticos.
E para acrescentar temos o caso do break dance que utiliza de vários movimentos oriundos do kung fu e, recentemente, vem adotando movimentos da capoeira. Com tudo isso podemos concluir que as artes marciais são, sim, um tipo de arte e diferem totalmente de violência, pois seus praticantes são lapidados a partir das agruras (sofrimento) do treinamento.