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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Olimpíada Nacional em História do Brasil


Oi, pessoas. Daniel me deu a missão de escrever sobre a II Olimpíada Nacional em História do Brasil, ou apenas ONHB, e é isso que eu estou fazendo agora.
Acontece que anualmente, desde o ano passado, ocorre essa competição entre escolas de todo o Brasil, proposta pela Universidade de Campinas, a UNICAMP. As equipes deveriam ser compostas por três alunos e um professor orientador (advinha quem, no nosso caso, participou? ^^ ) e contava com 5 fases on-line e uma, a final, presencial na UNICAMP. Chorem, mas nós NÃO passamos da quinta fase, ou seja, das semifinais.
A prova toda contou com mais de 13 mil equipes, o que significa dizer que concorríamos com cerca de 40 mil alunos de todo o Brasil. Dessas 13 mil, apenas 300 equipes participarão da grande final, que acontecerá entre os dias 23 e 24 de outubro. Mas vamos ao que realmente interessa:
As questões, sempre subjetivas e baseadas em um documento de variadas épocas importantes da história do nosso país, contavam com várias respostas corretas como opções. O deveria ser feito, portanto, era a escolha da mais exata, mais condizente com o texto ou a imagem apresnetada. Muitas das questões não haviam enunciados, e se haviam era do tipo "escolha a alternativa mais pertinente". Certas perguntas contavam com mais de dois documentos, e uma chegou a levar seis relatos em conta.
Outro fator importante eram as tarefas, inseridas ao final de cada fase, que obrigava-nos a gastar tanto tempo em frente a tela de um computador.
A Olimpíada foi muito produtiva, embora não tenhamos chegado às finais (mimimi) , pois nos fez desenvolver sentidos como o senso crítico e a capacidade de escolha. Ao final de tudo isso, apenas o que tenho a pedir, professor, é que não aplique uma prova daquelas.
Nota: Um equipe do IFRN - Campus Central, Natal ainda está concorrendo, vamos torcer pelo nosso estado!

" É uma cruz pesada para se carregar SOZINHO"
Beth Ditto

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O Egito Antigo - apostila para revisão


E ai galerinha do 6º ano! Estou fazendo essa postagem para vocês, espero que gostem.
Como vocês estão estudando o Egito Antigo. Eu encontrei – em minhas andanças pela net - uma apostila interessante e pequena que serve como uma revisão para vocês sobre o assunto. Portanto seria legal que vocês dessem uma lida nela para estudar para a prova desta semana.
Pretendo colocar, ainda hoje, outras coisas sobre o Egito Antigo.Abração!!

O Regime Militar brasileiro - A ditadura militar

E ai galerinha, estou de volta! Primeiramente gostaria de pedir mil desculpas pelo atraso, mas eu estava passando por uns problemas que me desmotivaram a postar no blog por todo esse tempo, espero que vocês compreendam isso – mas, enfim vamos lá.
Bom, hoje postarei para vocês uma pequena série de filmes comentando o período da Ditadura Militar brasileira. Esses vídeos documentários foram criados pelo historiador Boris Fausto (atualmente o historiador mais influente na área de História do Brasil, tanto que os livros de ensino médio se baseiam no dele) para a TVescola.
Apesar de ser um pouco parado pessoal gostaria que vocês assistissem, pois esses vídeos passam, em linhas gerais, o período que iremos estudar adiante.





domingo, 14 de março de 2010

A Paidéia, o iníco da educação!


Meus queridos alunos, essa postagem que esta sendo colocada foi feita para esclarecer uma dúvida feita por Quitéria (mulher de Zé Wilson) para eu, durante uma aula de dependência lá no colégio. Bom ela me perguntou o que era “Paidéia” e como eu não soube responder fiquei de procurar na net e explicar e unindo o útil ao agradável estou postando para vocês a titulo de curiosidade. Aqui vai galerinha.
A Paidéia
            Inicialmente, a palavra paidéia (de paidos - criança) significava simplesmente "criação de meninos". Mas, como veremos, este significado inicial da palavra está muito longe do elevado sentido que mais tarde adquiriu.
O termo também significa a própria cultura construída a partir da educação. Era o ideal que os gregos cultivavam do mundo, para si e para sua juventude. Uma vez que o governo próprio era muito valorizado pelos gregos, a Paidéia combinava ethos (hábitos) que o fizessem ser digno e bom tanto como governado quanto como governante. O objetivo não era ensinar ofícios, mas sim treinar a liberdade e nobreza. Paidéia também pode ser encarada como o legado deixado de uma geração para outra na sociedade. Portanto a Paidéia era a forma de educação desenvolvida e adotada pelos gregos que irá se desenvolver com o tempo, deixando de ser uma simples aula (criação dos meninos) para se tornar um meio de formar os cidadãos perfeitos da Grécia Antiga.


terça-feira, 9 de março de 2010

Fisiocracia - O embrião do liberalismo econômico

Bom, galerinha estou postando este texto como forma de esclarecer mais a teoria econômica da fisiocracia - dada na sala de aula do 8º ano - espero que esta explicação ajude no esclarecimento de possiveis dúvidas sobre esta teroria que criou as bases do liberalismo econômico. Esse artigo foi retirado de um dos sites que está na barra de videos que coloquei no blog ... ai no lado superior direito.... mas estou colocando o link do texto completo aqui em baixo.

A fisiocracia, considerada a primeira escola da economia científica, antes até mesmo da teoria clássica de Adam Smith, é uma teoria econômica que surgiu para se opor ao mercantilismo, se apresentando como fruto de uma reação iluminista. Em resumo, a fisiocracia se baseia na afirmação de que toda a riqueza era proveniente da terra, da agricultura.
O idealizador da teoria foi François Quesnay, médico da corte do rei francês Luís XV. Ele afirmava que era inútil tentar alterar a ordem natural da sociedade através de leis e regulamentos governamentais, confirmando assim, uma característica de sua teoria: o estado do laissez faire (oferta e procura, o liberalismo econômico), ou seja, a não-intervenção do Estado no sistema econômico.
Para os fisiocratas, a agricultura era o verdadeiro e único modo de gerar riquezas pelo fato de que a mesma proporciona grandes lucros e exige poucos investimentos, por isso deveria ser valorizada, contrariando assim, o pensamento mercantilista da acumulação de metais (metalismo). Segundo a teoria, como a agricultura era a única fonte de riquezas, deveria haver um único imposto, pago pelos proprietários de terra, livrando o restante da sociedade de grandes quantidades de tributos.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Análise do Filme Guerra do Fogo

Bom galera, jpa que alguns de vocês ficaram con dificuldades em compreender o filme e o o trablaho sobre a guerra do fogo eu estou colocando aqui esta postagem, que eu retirei de um outro blog da net, a qual analisa o filme pela perspectiva histórica! façam bom proveito, quem quiser ver o site original clique no título centralizado abaixo que será redirecionado para o site.

Visão Geral 

            O período pré-histórico na verdade é baseado em suposições e o filme realiza justamente isso, uma suposição sobre os diversos bandos, a sociabilidade desses homicídios e de como eles interagiam no mundo paleolítico.         
O filme narra a história de uma tribo Homo Sapiens, ou talvez Cro Magnon, que detém o conhecimento de como manter o fogo aceso, mas não de como produzi-lo. Quando um ataque de uma tribo Homo Neanderthalensis (provavelmente), rival, extingue sua chama primordial, três membros saem numa jornada para conseguir outra chama e reavivar o seu fogo perdido.
Durante a jornada, os três entram em contato com o Homo Sapiens Sapiens, ao salvarem um deles das mãos de uma tribo Homo Neanderthalensis antropófaga. Do contato com este indivíduo e com sua tribo, mais avançados tecnologicamente, são expostos a diversos conhecimentos novos, principalmente à arte de produzir fogo.
Quando as observações realizadas pelos guerreiros leva de um envolvimento dominante para uma relacionamento mais afetivo. A principal mensagem do filme é justamente esse período de transição.

Analise Detalhada

01.  Sociabilidade do bando
- Os elementos que compõem o bando de Homo Sapiens ou Cro Magnon estão em uma caverna e realizam atividades em grupo como alimentação, porém não há um líder, não há uma  divindade e nem uma comunicação clara entre eles, tais características são comuns as tribos mais evoluídas de Homo Sapiens sapiens. As relações sexuais são baseadas na força bruta sem qualquer ligação afetiva entre os parceiros.
- O fogo é o elemento agregador do bando. É usado para aquecer-los contra o frio, pois ao que tudo indica o mundo estava em um período interglacial caracterizando degelo e ocasionando muitas áreas de inundação, também era usado para assar alimentos que proviam da caça de animais. Contudo, eles dominavam a técnica de manter o fogo aceso, mas não de produzi-lo.
 - Ainda não possuíam a idéia de enterrar os mortos e cuidar os feridos e doentes, não dominavam nenhuma técnica de cura física, seja por meio de líderes espirituais ou através do uso de ervas. Em uma das cenas um dos hominídios carrega um ferido no ataque ao bando e ao perceber que este estava morto abandona o corpo do companheiro e segue o seu caminho.
02.  Disputas entre os primatas
- Interessante observar que o ataque ao bando que possui o fogo foi executado a espreita e com um objetivo específico, a conquista do fogo. Também podemos dizer que as características dos atacantes estão em um estado evolutivo mais inferior, podemos enquadrar o bando aparentemente Homo Neanderthalensis.
03.  A busca
- Após o ataque os sobreviventes se reagrupam em uma área alagada e pelas indicações gestuais se percebe a escolha de três primatas para saírem em busca de uma nova fonte de fogo.
04.  A Jornada
- Durante a jornada podemos observar a falta de alimentos e os perigos com os animais selvagens, destacando o tigre dentes-de-sabre e os mamutes. Também é fato que os três possuíam já a idéia da observação do relevo geográfico, e observações com relação a distância, quando o bando encontra uma fumaça e percebe mais ou menos a distância onde se encontra o fogo.
- Os primeiros indícios de outro bando aparece. As cinzas que estavam no local quando eles chegaram e começam a revirá-la em busca de sobras de alimentos. Quando um dos primatas encontra restos de ossos ainda com certa quantidade de carne. Mas ao perceber que se trata de um humano ele cospe e joga fora os restos mortais, indicando que temos dois bandos, sendo uma delas antropófaga.   
05.  O Contra-Ataque
- Quando identificam o local onde estão a tribo canibal, que provavelmente trata-se também de Neanderthalensis, eles realizam um ataque organizado, sendo que dois do grupo chamam a atenção e um se aproxima furtivamente para assegurar a conquista do fogo.
- Importante observar que dois hominídeos da espécie Homo Sapiens sapiens estavam amarrados e serviriam de alimento e  um deles estava sem o antebraço que já estava sendo degustado por um dos componentes do bando Neanderthalensis.
06.  O contato com outra espécie
- Salva pela confusão do ataque para a conquista do fogo uma espécie do sexo feminino Homo Sapiens sapiens tenta um contato com o grupo atacante, nota-se inclusive o grau de linguagem da mulher ser bem mais avançado. O grupo inicialmente rechaça a tentativa inicial de manter comunicação.
 - A aproximação só é realizada quando a mulher passa um tipo de erva sobre o ferimento de um dos homicídios feridos no ataque
- Em outra passagem um elemento do grupo tenta ter ralações sexuais com a mulher que é forçada ao ato, mas é interrompido por outro integrante do grupo e que infelizmente completa o ato, ou seja, o macho mais forte prevalece sobre a obtenção da fêmea. Comportamento essencialmente animal.
07.   Observações do Homo Sapiens sapiens
- A aparência da espécie Homo Sapiens sapiens já em igual a do homem moderno e as características de uma linguagem avançada, pintura do corpo, conhecimentos necessários a evolução e continuidade da espécie.
08.   Integração
- Um dos fatores mais importante do filme é transparecer as características evolucionista do Homo Sapiens sapiens em comparação com outras espécies que viveram no mesmo período.
 - A produção do utensílios e a criação de figuras rupestres são elementos que diferenciava as tribos, que na sua constituição, já havia um líder espiritual e uma alimentação de sub-existência, tais como cultivo de frutas e domesticação de animais para fins produtivos como a atração do leite.
- Mas o que mais impressiona e o domínio da técnica de produção do fogo, enquanto outras espécies lutavam para obtenção e manutenção do fogo, o Homo Sapiens sapiens era uma espécie que controlava esse elemento essencial a vida no período Paleolítico.   
 - Outra característica é o discriminatório, já que o filme retrata as mulheres reprodutoras, no caso as mais gordinhas, deveriam dar continuidade a espécie, e já que a mulher que acompanhava o grupo menos evoluído era magra, portanto era discriminada da tribo.
09.  Aos Finalmentes
- No final das contas a mulher ensina as relações sexuais diferenciadas dos animais, com o homem deitado na horizontal sobre a mulher, posição propicia para a fertilidade.
- Há uma ligação afetiva que ligava o homem e a mulher que mesmo sendo de espécies diferentes criaram laços que contribuíram para a hegemonia da espécie.

O bom ou mal da história


Meus queridos, essa foi uma das primeiras postagens que eu fiz no blog e agora estou recolocando ela no blog com algumas pequenas alterações, de forma que ficasse mais compreensível e espero que aproveitem.
A alguns dias atrás uma aluna me fez a seguinte pergunta, "professor e quem é o bom dessa história?". Está é uma pergunta bastante comum entre os estudantes desta matéria, já que somos condicionados (treinados) em sempre procurar saber quem é o bom ou mal de uma coisa, afinal esta eterna luta entre bem e mal está presente em nossas vidas (em filmes, livros, novelas, etc.) e nos faz pensar desta forma. Contudo, o lado bom e o lado mal, são bem mais complicados de se entender, principalmente na história. Devemos levar em consideração que o que é bom para uma pessoal pode ser ruim para outra, ou seja, o que é bom pra você pode se ruim para mim, sendo tudo isso uma questão de ponto de vista; por exemplo, eu não gosto de Lady Gaga, mas milhões de pessoas afirmam que suas musicas são ótimas.
Para entender melhor o que eu acabei de falar podemos pensar da seguinte forma: imaginemos que a Segunda Guerra Mundial tivesse sido vencida pela Alemanha nazista e Hitler tivesse obtido o sucesso em sua empreitada (dominar a Europa e construir seu estado racialmente puro e evoluído). Tendo isso como uma verdade, podemos assumir que, possivelmente, o nazismo seria uma teoria bastante aceita, afinal, Hitler venceu a guerra e ELE pode dizer quem é bom ou ruim; então os filmes o mostrariam como herói e não como um vilão. Ou seja, eu gostaria  de mostrar que (em uma situação imaginária) se Hitler vencesse a segunda guerra mundial ele seria considerado por muitas pessoas como o lado bom da guerra, existiriam filmes sobre ele e sobre seus feitos, a grande maioria o mostrando como um herói, já que, foi ele(ainda bem que isso é imaginário) o vencedor da guerra. Gostaria que vocês entendessem que o lado vencedor, de certa forma, tem o direito de dizer quem é o bom ou ruim, principalmente em casos de guerra, pois isso de bem ou mal não existe, são apenas pontos de vista diferentes.
Meus caros alunos gostaria que vocês percebessem, com esse exemplo, que na história não existem bons ou maus e sim pontos de vistas. Podemos dizer que, no máximo, o lado vencedor das disputas – armadas ou políticas - é quem ira apontar quem é o bom ou mal da história.

Mudanças no blog

Meus queridos alunos, como algum de vocês podem observar no canto superior direito do blog apareceu um lista de três sites sobre história, mas porque eu coloquei eles? Bom, pensando em como facilitar a vida de vocês - e a minha - nas suas pesquisas da matéria história e d ealgumas outras matérias eu disponibilizei no blog esses três sites que eu acho que possuem um conteúdo bem trabalhado e util. Portanto, bom proveito.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Video sobre a Primeira Guerra

Pessoal estou postando estes videos para que vocês possam observar, mais ou menos, como era a situação dos soldados durante a primeira guerra mundial!
O primeiro mostra cenas da batalha de Somme e o segundo alguns momentos, em cores, da Priemra Guerra, dando enfoque as trincheiras.





Primeira Grande Guerra

Meus amores a postagem ficou enorme e ela está sme fotos devido a um bug apresentado pelo blogger, mas estou anexando lá em baixo o link para o download da apresentação de power point que passei na sala de aula para vocês!


A Primeira Guerra Mundial

O início da Era da Guerra Total

Entre os anos de 1870 e 1914, o mundo vivia a euforia da chamada Belle Epóque (Bela Época). Confiantes de que a civilização (Europa) atingira o ápice de suas potencialidades, as grandes potências imperialistas viviam a simples expectativa de disseminar seus paradigmas às nações menos desenvolvidas e suas colonizadas.

Com o passar do tempo, a relação entre os maiores países industrializados se transformou em uma relação marcada pelo signo da disputa e da tensão. Nações como Itália, Alemanha e Japão, promoveram a modernização de suas economias. Com isso, a concorrência pelos territórios imperialistas acabava se acirrando a cada dia. Orientados pela lógica do lucro capitalista, as potências industriais disputavam cada palmo das matérias-primas e dos mercados consumidores mundiais.

Devido a essa disputa por territórios os países imperialistas começaram uma corrida armamentista(Paz Armada). Preocupados em manter e conquistar territórios, os países europeus investiam em uma pesada tecnologia de guerra e empreendia meios para engrossar as fileiras de seus exércitos. Nesse último aspecto, vale lembrar que a ideologia nacionalista alimentava um sentimento utópico de superioridade que abalava o bom entendimento entre as nações.

Através da assinatura de acordos político-militares, os países europeus se dividiram nos futuros blocos políticos que conduziriam a Primeira Guerra Mundial. Por fim, o Velho Mundo estava dividido entre a Tríplice Aliança – formada por Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália – e a Tríplice Entente – composta por Rússia, França e Inglaterra.

Mediante esse contexto, tínhamos formado o terrível “barril de pólvora” que explodiria com o início da guerra em 1914. Utilizando da disputa política pela região dos Bálcãs ( o assassinato do príncipe Francisco Ferdinando), a Europa detonou um conflito que inaugurava o temível poder de metralhadoras, submarinos, tanques, aviões e gases venenosos. Ao longo de quatro anos, a destruição e morte de milhares impuseram a revisão do antigo paradigma que lançava o mundo europeu como um modelo a ser seguido.

Devido ao grande poderio bélico das nações envolvidas na guerra a conquista de territórios ficou bastante difícil. O avanço pelo campo de batalha custava a vida de milhares de soldados, devido a isso os soldados passaram a cavar “trincheiras” onde eles se abrigavam dos ataques inimigos e defendiam seu território.

A trincheira por si só representava um perigo para os soldados que nela se posicionavam, pois nelas se amontoavam os corpos dos mortos e as doenças se proliferavam facilmente neste ambiente insalubre. Duas doenças comuns eram a “febre da trincheira” e o “pé de trincheira”.

A conquista de novos territórios era feita palmo a palmo em conflitos extremamente violentos. Mais que uma simples estratégia militar, as trincheiras representavam intensamente os horrores vividos ao longo da Primeira Guerra Mundial. Submetidos a condições de vidas extremas, milhares de soldados morreram em prol de um conflito em que a competição imperialista era sua razão maior. Pela primeira vez, a capacidade dos homens matarem atingiu patamares que abalavam aquela imagem de razão e prosperidade que justificava o capitalismo monopolista.

• “Na própria trincheira, havia cadáveres que não podiam ser retirados, nem enterrados (até agora não tivemos tempo de o fazer), e que são pisados quando se passa. Um deles, que tem uma máscara de lama e dois buracos nos olhos, deixa cair uma mão, estilhaçada e quase destruída pelos soldados que se precipitam, em fila, ao longo da trincheira. Dá para ver, pois a trincheira fica aberta nesse lugar e nós o iluminamos, por um instante. Não achas macabro, esses mortos usados pelo destino como pobres coisas?”

• “A senhora não pode imaginar, minha querida mãe, o que o homem pode fazer contra o homem. Há cinco dias que os meus sapatos estão engordurados de cérebros humanos, que piso corpos, que encontro tripas. Os homens comem o pouco que têm, encostados aos cadáveres.”

As fases da Primeira Guerra Mundial

Primeira Fase: (1914). Esse período caracterizou-se por movimentos rápidos envolvendo grandes exércitos. Certo de que venceria a guerra em pouco tempo, o exército alemão invadiu a Bélgica, e , depois de suplantá-la, penetrou no território francês até as proximidades de Paris. Os franceses contra-atacaram e, na Primeira Batalha do Marne, em setembro de 1914, conseguiram deter o avanço alemão.

Segunda Fase: (1915-1916) Na frente ocidental, essa fase foi marcada pela guerra de trincheiras: os exércitos defendiam suas posições utilizando-se de uma extensa rede de trincheiras que eles próprios cavavam. Enquanto isso, na frente oriental, o exército alemão impunha sucessivas derrotas ao mal-treinado e muito mal-armado exército russo. Apesar disso, entretanto, não teve fôlego para conquistar a Rússia. Em 1915, a Itália, que até então se mantivera neutra, traiu a aliança que fizera com a Alemanha e entrou na guerra ao lado da Tríplice Entente. Ao mesmo tempo que foi se alastrando, o conflito tornou-se cada vez mais trágico. Novas armas, como o canhão de tiro rápido, o gás venenoso, o lança-chamas, o avião e o submarino, faziam um número crescente de vítimas.

Terceira fase: (1917-1918). Em 1917, primeiro ano dessa nova fase, ocorreram dois fatos decisivos para o desfecho da guerra: a entrada dos Estados Unidos no conflito e a saída da Rússia. Os Estados Unidos entraram na guerra ao lado da Inglaterra e da França. Esse apoio tem uma explicação simples: os americanos tinham feitos grandes investimentos nesses países e queriam assegurar o seu retorno. Outras nações também se envolveram na guerra. Turquia e Bulgária juntaram-se à Tríplice Aliança, enquanto Japão, Portugal, Romênia, Grécia, Brasil, Canadá e Argentina colocaram-se ao lado da Entente. A saída da Rússia da guerra está relacionada à revolução socialista ocorrida em seu território no final de 1917.

Com a derrota da tríplice aliança a Primeira Guerra Mundial terminou com um grave saldo. Em torno de 9 milhões de mortos, a maioria dos países envolvidos destruídos e o surgimento de uma grave crise econômica ameaçava a estabilidade de vários países.

As nações derrotadas foram obrigadas a assinar o tratado de rendição (o Tratado de Versalhes) que responsabilizava a Alemanha pela guerra.


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